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FARMACOGENÉTICA ONCO IRINOTECAN

Prazo de Entrega - 15 dias úteis
Código
FGONIR
Interpretação
Farmacogenética do Tratamento com Irinotecan
O irinotecan é um análogo da camptotecina, fármaco aprovado para o tratamento do câncer colorretal em estado avançado, e também para os tumores de pulmão, cérebro e mama. O irinotecan e seu metabólito ativo, o SN-38, atuam inibindo a topoisomerase I, uma enzima que mantém a estrutura topográfica do DNA durante a tradução, transcrição e mitose. Portanto, a inibição da topoisomerase I provoca a parada do ciclo celular, evitando o crescimento tumoral. O SN-38, principal metabólito ativo do irinotecan e o mais tóxico, é inativado por ação da enzima
UDP-glucuronosiltransferase (UGT1A1) para formar o SN-38G, o qual é eliminado através da bílis. A diminuição da atividade da enzima UGT1A1 envolve uma diminuição da inativação do SN-38, o qual se associa a um risco aumentado de toxicidade. O tratamento com irinotecan associa-se a importantes efeitos adversos, como diarreia severa (graus 3/4) e neutropenia, em cerca de 20-35%
dos pacientes.

Farmacogenética do Irinotecan
A eficácia e toxicidade dos medicamentos depende em grande parte dos genes e das variantes genéticas entre os indivíduos. A Farmacogenética estuda como as diferenças genéticas entre os indivíduos influenciam na distinta resposta aos fármacos. Foi descrita uma variante genética no elemento TATA no promotor do gene UGT1A1, a qual pode produzir uma diminuição da expressão do gene UGT1A1 e, por conseguinte, da síntese proteica (a enzima UGT1A1). A diminuição dos níveis da enzima UGT1A1 pode produzir o acúmulo do metabólito ativo SN-38, e em consequência os efeitos adversos e a toxicidade associada ao tratamento com irinotecan.
Esta variante genética consiste em uma repetição polimórfica TA na região 5? do promotor. Esta região variável pode constar de cinco, seis, sete ou oito repetições TA. O aumento do número de repetições TA pode reduzir a eficácia da transcrição gênica e ocasionar concentrações mais baixas da enzima UGT1A1, o que leva ao acúmulo do SN-38.
No ano de 2005 o FDA (Food and Drug Administration ? EUA) aprovou a inclusão do teste farmacogenético UGT1A1 na bula do irinotecan. Recentemente foi atualizada a informação Farmacogenética do mesmo, para incluir tanto os pacientes homozigotos quanto heterozigotos para a variante alélica do gene UGT1A1.

Este exame estuda as principais variantes alélicas do gene UGT1A1 com relevância clínica conhecida.

INDICAÇÕES
Pacientes que vão seguir com tratamento com irinotecan, antes do início do tratamento.
Identificar aqueles pacientes com uma probabilidade aumentada de desenvolver efeitos secundários graves e toxicidade ao tratamento com irinotecan. Isto permitirá ajustar a dose ou suspender o tratamento.
Material
SANGUE TOTAL
Método(s) e valor(es) de referência
MétodoParâmetroValor de referência
ANÁLISE DE FRAGMENTOS COM FLUORESCÊNCIAMÉTODO

                                                    
Produção do exame
Volume Mínimo 10 mL
Prazo 15 dias úteis
Realização Segunda a sexta-feira
Meio(s) de coleta Tubo com EDTA (roxo)
Instruções de preparo
Solicita-se o envio obrigatório de : (FGONIR) - Consentimento Informado e Questionário - Farmacogenética (disponíveis no site do DB); - Pedido médico.
Instruções de distribuição
Transportar refrigerado (2°C a 8°C). (FGONIR)
Instruções de rejeição
Amostras com coleta inadequada, tubo vazado ou não identificado, fora do prazo de estabilidade e/ou fortemente hemolisadas serão rejeitadas (FGONIR)
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