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FARMACOGENÉTICA ONCO LAPATINIB

Prazo de Entrega - 15 dias úteis
Código
FGONLA
Interpretação
Farmacogenética do Tratamento com Lapatinib
O lapatinib é um medicamento utilizado na quimioterapia do câncer de mama e outros tumores sólidos. Pertence ao grupo de medicamentos inibidores da quinase, os quais atuam bloqueando a ação da proteína anormal que indica às células tumorais que elas devem se multiplicar.
O lapatinib atua inibindo a ação da enzima tirosina quinase associada a dois oncogenes: o EGFR e o HER2/neu. Mediante ligação ao sítio de união do ATP do domínio da proteína quinase do EGFR/HER2, o lapatinib impede a ativação do processo de recepção de sinais, interrompendo a via dos receptores do fator de crescimento epidérmico EGFR (ErbB1) e Her2/neu (ErbB2). Em consequência, o lapatinib inibe o crescimento celular tumoral dirigido pelo ErbB, ajudando a deter ou retardar a propagação das células tumorais.
O lapatinib é utilizado em combinação com a capecitabina em pacientes que apresentam câncer de mama avançado ou metastático e cujos tumores superexpressam a proteína ErbB2 (HER2/neu). O lapatinib também é usado em combinação com o letrozol em pacientes pós-menopausa e cujos tumores são receptores hormonais positivos e superexpressam a proteína ErbB2 (HER2/neu). Entre os efeitos adversos associados ao lapatinib inclui-se o dano ao fígado (hepatotoxicidade), o qual pode chegar a ser muito grave.

Farmacogenética do Lapatinib
A Farmacogenética estuda como as variações genéticas entre indivíduos influenciam na distinta resposta aos fármacos, determinando sua eficácia e toxicidade. Diversos estudos científicos mostram que diferentes polimorfismos HLA dentro do complexo principal de histocompatibilidade (MHC) estão fortemente associados à hepatotoxicidade do tratamento com lapatinib. Esta hepatotoxicidade pode aparecer em poucos dias ou vários meses após o início do tratamento. Tanto o FDA (Food and Drug Administration ? EUA) como a EMEA (Agência Européia de Medicamentos) também sinalizam que determinadas variantes alélicas no MHC estão associadas ao aumento do risco de hepatotoxicidade em pacientes tratados com inibidores da tirosina quinase. A frequência de indivíduos portadores dos alelos HLA de risco é elevada (entre 15 e 25%) na população caucasiana, hispânica, asiática e africana.

Este exame avalia se o paciente é portador dos alelos HLA DQA1*02:01 e DRB1*07:01. Estes dois alelos associam-se a um risco elevado de hepatotoxicidade ao tratamento com lapatinib.

INDICAÇÕES
Pacientes que vão seguir com tratamento com fármacos inibidores da enzima tirosina quinase, antes de iniciar o tratamento.
Identificar aqueles pacientes com um risco aumentado de desenvolver efeitos secundários graves, e especialmente hepatotoxicidade, ao tratamento com lapatinib.
Material
SANGUE TOTAL
Método(s) e valor(es) de referência
MétodoParâmetroValor de referência
PCR EM TEMPO REALMÉTODO

                                                    
Produção do exame
Volume Mínimo 10 mL
Prazo 15 dias úteis
Realização Segunda a sexta-feira
Meio(s) de coleta Tubo com EDTA (roxo)
Instruções de preparo
Solicita-se o envio obrigatório de : (FGONLA) - Consentimento Informado e Questionário - Farmacogenética (disponíveis no site do DB); - Pedido médico.
Instruções de distribuição
Transportar refrigerado (2°C a 8°C). (FGONLA)
Instruções de rejeição
Amostras com coleta inadequada, tubo vazado ou não identificado, fora do prazo de estabilidade e/ou fortemente hemolisadas serão rejeitadas (FGONLA)
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