Prazo de Entrega - 15 dias úteis
Código
FGONTI
Interpretação
Farmacogenética do Tratamento com Tipourinas
As tiopurinas são fármacos amplamente utilizados no tratamento da leucemia (leucemia linfoblástica aguda, leucemia mielóide aguda e leucemia mielóide crônica) e das doenças autoimunes (doença inflamatória intestinal, colite ulcerosa, doença de Crohn, artrite reumatoide, esclerose múltipla e lúpus eritematoso sistêmico, entre outras). Também são utilizados como imunossupressores após transplantes.
O grupo das tiopurinas é formado por um amplo número de fármacos, dos quais se destacam: azatioprina (AZA), 6-mercaptopurina (6-MP) e a 6-tioguanina (6-TG). Todos são exemplos de antimetabólitos análogos das purinas, as quais são precursores fundamentais na sÃntese de DNA como do RNA. Como tanto o DNA quanto o RNA são essenciais para a divisão e o crescimento celular, o efeito das tiopurinas provoca a morte celular e, portanto, a inibição do crescimento celular.
Os compostos de tiopurina são convertidos em metabólitos inativos por meio da enzima tiopurina S-metiltransferase (TPMT). Como consequência, a redução ou déficit da atividade da enzima TPMT ocasiona efeitos secundários graves e toxicidade ao tratamento com tiopurinas. Entre estes efeitos adversos cabe destacar a mielossupressão (leucopenia, neutropenia, anemia, trombocitopenia e pancitopenia). A mielossupressão se manifesta com: fadiga, vertigem, palidez (especialmente dos lábios), taquicardia, febre, calafrios, sinais de infecção, diarreia, erupções, hematomas, sangramento gengival ou epistaxe, hematúria, hematêmese ou hematoquezia, e petéquias. Aproximadamente 90% dos pacientes têm uma atividade normal da enzima TPMT, cerca de 10% têm uma atividade intermediária e 0,3% possuem uma atividade baixa ou nula.
Farmacogenética das Tiopurinas
A Farmacogenética estuda como as diferenças genéticas entre os indivÃduos influenciam na resposta distinta aos fármacos, determinando sua eficácia e toxicidade. Foram descritas variantes genéticas no gene que codifica a enzima TPMT que geram enzimas inativas ou parcialmente ativas. Estas mutações no gene TPMT são responsáveis pela variação na resposta ao tratamento com tiopurinas e pelo porcentual significativo das reações adversas graves a estes fármacos.
Este exame estuda as principais variantes alélicas do gene TPMT com relevância clÃnica conhecida. Estas mutações são responsáveis, em conjuntos, por mais de 95% da redução da atividade da enzima TPMT.
INDICAÇÕES
Pacientes que vão seguir um tratamento com tiopurinas (mercaptopurina, azatioprina e tioguanina), antes de se iniciar o tratamento.
Identificar aqueles pacientes com uma diminuição da atividade da enzima TPMT e uma probabilidade aumentada de desenvolver efeitos secundários graves e toxicidade ao tratamento com tiopurinas.
Material
SANGUE TOTAL
Método(s) e valor(es) de referência
| Método | Parâmetro | Valor de referência |
| PCR EM TEMPO REAL + LONG RANGE PCR | MÉTODO |
|
Produção do exame
| Volume Mínimo |
10 mL |
| Prazo |
15 dias úteis |
| Realização |
Segunda a sexta-feira |
| Meio(s) de coleta |
Tubo com EDTA (roxo) |
Instruções de preparo
Outros FGONTI: (FGONTI)
Solicita-se o envio do pedido médico e do formulário obrigatório:
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Instruções de distribuição
Transportar refrigerado (2°C a 8°C). (FGONTI)
Instruções de rejeição
Amostras com coleta inadequada, tubo vazado ou não identificado, fora do prazo de estabilidade e/ou fortemente hemolisadas serão rejeitadas (FGONTI)
Instruções adicionais
Data de revisão: 21/02/2019. (FGONTI)
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