ANS
Prazo de Entrega - 1 dia útil
Código
UPAR
Interpretação
-Cor/Aspecto: A urina normal apresenta coloração amarela clara e lÃmpida. A presença de sangue a torna com coloração avermelhada e é um sinal de várias doenças renais ou do trato urinário. O uso de alguns medicamentos pode deixar a urina com a cor verde, azul ou laranja escuro. A turbidez da urina pode significar a presença de bactérias, ou descamação de células do trato urinário em excesso, indicando processo inflamatório.
-pH: O pH urinário é importante principalmente por ajudar a detectar possÃveis distúrbios eletrolÃticos sistêmicos de origem metabólica ou respiratória e por tratar problemas urinários cuja solução seja necessário que a urina se mantenha em um determinado pH.
-Densidade: A verificação da densidade urinária é útil para avaliar o estado de hidratação do paciente, bem como a incapacidade de concentração pelos túbulos renais.
-ProteÃnas: A constatação de proteÃnas no exame de urina tipo I nem sempre significa doença renal, mas sua presença exige a realização de exames complementares para verificar a real anormalidade. A presença de proteÃnas na urina pode indicar: Lesão da membrana glomerular, comprometimento da reabsorção tubular, mieloma múltiplo, nefropatia diabética, pré-eclâmpsia e proteinúria ortostática.
-Glicose: Normalmente quase toda a glicose filtrada pelos glomérulos é reabsorvida no túbulo contorcido proximal, fazendo com que a quantidade de glicose contida na urina seja mÃnima. Entretanto valores aumentados de glicose na urina pode representar: Diabetes melittus; reabsorção tubular deficiente (SÃndrome de Fanconi e nefropatia tubular avançada); lesões do SNC; distúrbios da tireóide e gravidez com possÃvel diabetes mellitus latente.
-Corpos cetônicos: O termo cetona engloba três produtos intermediários do metabolismo das gorduras: Acetona, Ãcido acetoacético e Ãcido beta-hidroxibutÃrico. Normalmente não aparecem em quantidades mensuráveis, pois toda a gordura metabolizada é completamente degradada e convertida em dióxido de carbono e água. A presença de cetonas na urina pode representar: Acidose diabética, carência alimentar e perda excessiva de carboidratos. Também é útil para controle de dosagem de insulina.
-Sangue: O sangue pode estar presente na urina na forma de hemácias Ãntegras (hematúria) ou de hemoglobina (hemoglobinúria). A presença aumentada de hemoglobina e hemácias na urina é de grande importância para verificação de cálculos renais, glomerulonefrites, pielonefrite, tumores, trauma, exposição a drogas, exercÃcio fÃsico intenso, reações transfusionais, anemia hemolÃtica, queimaduras graves, infecções e traumatismos.
-Bilirrubina: A presença de bilirrubina na urina pode ser o primeiro sinal de hepatopatias e muitas vezes são detectadas muito antes do desenvolvimento da icterÃcia. A bilirrubina permite fazer a detecção precoce de hepatites, cirrose, câncer e doenças da vesÃcula biliar.
-Urobilinogênio: Assim como a bilirrubina, o urobilinogênio é um pigmento biliar restante da degradação da hemoglobina. É produzido no intestino a partir da redução da bilirrubina pelas bactérias intestinais. Basicamente é útil para a detecção precoce de doenças hepáticas e distúrbios hemolÃticos.
-Nitrito: A presença de nitrito na urina pode significar cistite ou pielonefrite, podendo também ajudar na monitorização de pacientes com alto risco de infecções no trato urinário, avaliação da terapia com antibióticos e seleção de amostras para a cultura de urina.
-Leucócitos: A presença de leucócitos no parcial de urina indica possÃvel infecção do trato urinário.
Material
URINA
Método(s) e valor(es) de referência
| Método | Parâmetro | Valor de referência |
| AUTOMATIZADO | Aspecto |
LÃmpido
|
| Bactérias |
Ausentes
|
| Células epiteliais |
Ausentes ou raras
|
| Cetonas |
Negativo
|
| Cilindros |
Ausentes
|
| COR |
Amarelo
|
| Cristais |
Ausentes
|
| Densidade |
1,010 a 1,030
|
| Eritrócitos |
Homens..: Inferior a 12.000/mL Mulheres: Inferior a 16.000/mL
|
| Filamentos de muco |
Ausente
|
| Glicose |
Negativo
|
| Hemoglobina |
Negativo
|
| Leucócitos |
Homens..: Inferior a 13.000/mL Mulheres: Inferior a 23.000/mL
|
| Leveduras |
Ausente
|
| Nitrito |
Negativo
|
| PH |
5,0 a 6,5
|
| Pigmentos biliares |
Negativo
|
| ProteÃnas |
Negativo
|
| Urobilinogênio |
Normal
|
Produção do exame
| Volume Mínimo |
10 mL |
| Prazo |
1 dia útil |
| Realização |
Segunda a sábado |
| Meio(s) de coleta |
Frasco estéril |
Instruções de preparo
Medicação: O uso de medicamentos e contraste radiológico devem ser informados. (UPAR)
Instruções de coleta
Coleta UPAR: (UPAR)
Coletar preferencialmente a primeira urina da manhã, jato médio.
Realizar higienização da região genital com água e sabão;
Iniciar a micção, desprezando o primeiro jato de urina no vaso sanitário;
Sem interromper a micção, coletar urina do jato médio;
Desprezar o restante da urina no vaso sanitário;
Fechar o frasco de coleta;
Encaminhar o frasco para o laboratório mantendo-o em local fresco e ao abrigo da luz.
Colher em frasco limpo e próprio para a coleta de urina.
No caso de crianças que necessitem de saco coletor, o mesmo deve ser colocado após a adequada higienização, e se não ocorrer a micção em um prazo de 60 minutos, o saco coletor deverá ser trocado, até que ocorra espontânea micção.
Instruções de distribuição
Transportar refrigerado (2°C a 8°C). (UPAR)
Instruções de rejeição
Amostras com volume insuficiente, com conservantes, encaminhadas em ácido bórico, contaminadas com material fecal, água, pomadas e talco, amostras preservadas e transportadas inadequadamente e fora do prazo de estabilidade poderão ser rejeitadas. (UPAR)
Instruções adicionais
Data de revisão: 15/06/2018. (UPAR)
Outros nomes
EAS, URINA TIPO I
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